...
"ela não contou pra ninguém da tua partida;naquele dia,na hora do almoço,cada um de nós sentiu mais que o outro,na mesa,o peso de tua cadeira vazia;mas ficamos e de olhos baixos,a mãe fazendo os nossos pratos,nenhum de nós ousando perguntar pelo teu paradeiro;e foi uma tarde arrastada a nossa tarde de trabalho com o pai,o pensamento ocupado com nossas irmãs em casa,perdidas entre os afazeres na cozinha e os bordados na varanda,na máquina de costura ou pondo ordem na despensa;não importava onde estivessem,elas ja não seriam as mesmas nesse dia,enchendo como sempre a casa de alegria,elas haveriam de estar no abandono e desconforto que sentiam;era preciso que voce estivesse lá,André,era preciso isso;e era preciso ver o pai trancado no seu silêncio: assim que terminou que terminou o jantar,deixou a mesa e foi pra varanda;ninguém viu o pai se recolher,ficou ali junto da balaustrada,de pé,olhando não se sabe o que na noite escura;só na hora de deitar,quando entrei no teu quarto e abri o guarda-roupa e puxei as gavetas vazias,só então compreendi,como irmão mais velho,o alcance do que se passava:tinha começado a desunião da família"...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
MOMENTO NUM CAFÉ. MANUEL BANDEIRA.
Quando o enterro passou Os homens que se achavam no café Tiraram o chapéu maquinalmente Saudavam os mortos distraídos Estavam todos volt...
-
Um negro magro,em sufulié justo, Dous azorragues, de um juá pendentes; Barbado o Peres, mais dois penitentes, Seis crianças com asas sem mai...
-
O Bom, eu estava convidado pra festa de mano, liberdade xará. Já largou uma dinamite na minha mão e, começou a destrinchar sua lábia ágil e...
Nenhum comentário:
Postar um comentário