Com armas e bagagens
e algumas apólices
na armadura,
a(r)ma o teu próximo
parao melhor da viagem
nesta leitura:
há sempre um fósforo
na tua gual.
Arma os dois gumes
da repetição.
Arma o virunque
arma o teu cão.
Arma o arremesso,
arma o teu pulo,
arma o teu ermo
e o teu murmúrio.
Há sempre avesso
no teu mergulho.
Se queres a paz,
arma teu parabélum.
Se queres o pus,
olha para o belo
pavão de teus pés
neste ritmo velho:
ha sempre um juiz
de coice e martelo.
No meio da ponte pênsil
arma o alarma do teus cinco
sentidos.E arma o silêncio
do paradigma longínquo .
Arma o teu jogo de tênis,
arma o teu jogo de bingo,
arma os teus lances solenes
para a sessão de domingo.
Há sempre estirpe de fênix
na ponta de tua língua.
E arma o idílio das formas no teu pulso,
que há sempre uma armadilha no discurso.
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