a força do amplexo estava rachado como um fino corte sujo no
reboco e, doravante as cicatrizes serão suturadas num branco feio fio
ordinário. nem abriu a porta e a sólida insulação atracou na opaca retina e, o
volumoso delírio jogou a esmo suas amarras salgadas de outros mares e cais.um
desgraçado rimbombar fere as aparas dos tímpanos--sono? . na veloz luz os
claros-escuros tingiam as unhas sujas do chinês que servia as tijelas com seu
caldo de gafanhotos. comum, loquaz, ruim, e vil e era assim desfeito o amplexo
do ato e a sua parcimonia ficou ali: éter e um prisma aceso, sinuoso, encharcava
os olhos embaciados de sonhos e desejos purpúreos. aquele móbile pairava na sua
teia de assuntos como uma adaga que roça suave a jugular--ardia as membranas
póstumas dos olhos-- o chinês balbuciava uma arenga desordenada e jogava pragas
enquanto esfolava os camundongos do jantar. o chuviscar era o anúncio de um
epílogo. e foi de uma vez que a dobra azul passou na quilha e a estibordo. nada
se ouviu. era um semideus que rodopiava na outra distãncia dos ensaios do sopro
e; como foi cruento esbanjar perverssão com a fina adaga dele, que
ricocheteou-se na cara negra do monólito e ficou presa ali. pontiaguda. o
móbile anunciava um sudoeste. o chinês esticava as finas peles de camundongos numa
fieira. e a sutil civilidade era como um iminente fim que acelerava os desejos
tensos e quem merecia alvísseras? --eram as amarras de outros cais! . agora o
mercúrio foi aceso e toda sangria que ardia num outro prisma que cheirava bosta
de vaca com folha de malva. era em comum. o olhar menina da lua pregava peças
nos homens de corpanzil sinuoso e desajeitado. num instante a voraz boca de um
lodo fedorento rosnou novamente na quilha e todo rimbombar do desgraçado ruído
ensurdecedor, feriu o fogão do chinês num movimento para fora e caindo num eco
surdo. sumiu. tragado com sua frigideira que era uma batéia com os camundongos
ensopados. o prisma morreu num beiço alheio, o negrume era tão abundante que o
móbile ficou cego aos olhos mudos e embaciados dos menos atentos. movimentos
para dentro e para trás. a pulsação fugia e o monólito avança forte. negro
negro. lavado e totalmente calmo; a imagem do outro lado era só o negrume; do
outro lado do leito verde--a lua era a mesma com sua imparcialidade a olhar o
caldo que entornava na proa, na popa--avante, gritou o uxoricida que numa
sequência fabulosa sosobrou-se no impacto da nave com o monólito. toda a
textura de minha jugular foi atravessada pela adaga que me aguardava ímpavida; só
tive uma fração de segundos para olhar de soslaio as pontas de meus dedos
indicador e polegar da mão direita amareladas pelos prismas dos meus sonhos
mnemônicos.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Assinar:
Postar comentários (Atom)
MOMENTO NUM CAFÉ. MANUEL BANDEIRA.
Quando o enterro passou Os homens que se achavam no café Tiraram o chapéu maquinalmente Saudavam os mortos distraídos Estavam todos volt...
-
Um negro magro,em sufulié justo, Dous azorragues, de um juá pendentes; Barbado o Peres, mais dois penitentes, Seis crianças com asas sem mai...
-
O Bom, eu estava convidado pra festa de mano, liberdade xará. Já largou uma dinamite na minha mão e, começou a destrinchar sua lábia ágil e...
Nenhum comentário:
Postar um comentário