segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Embarcado

a força do amplexo estava rachado como um fino corte sujo no reboco e, doravante as cicatrizes serão suturadas num branco feio fio ordinário. nem abriu a porta e a sólida insulação atracou na opaca retina e, o volumoso delírio jogou a esmo suas amarras salgadas de outros mares e cais.um desgraçado rimbombar fere as aparas dos tímpanos--sono? . na veloz luz os claros-escuros tingiam as unhas sujas do chinês que servia as tijelas com seu caldo de gafanhotos. comum, loquaz, ruim, e vil e era assim desfeito o amplexo do ato e a sua parcimonia ficou ali: éter e um prisma aceso, sinuoso, encharcava os olhos embaciados de sonhos e desejos purpúreos. aquele móbile pairava na sua teia de assuntos como uma adaga que roça suave a jugular--ardia as membranas póstumas dos olhos-- o chinês balbuciava uma arenga desordenada e jogava pragas enquanto esfolava os camundongos do jantar. o chuviscar era o anúncio de um epílogo. e foi de uma vez que a dobra azul passou na quilha e a estibordo. nada se ouviu. era um semideus que rodopiava na outra distãncia dos ensaios do sopro e; como foi cruento esbanjar perverssão com a fina adaga dele, que ricocheteou-se na cara negra do monólito e ficou presa ali. pontiaguda. o móbile anunciava um sudoeste. o chinês esticava as finas peles de camundongos numa fieira. e a sutil civilidade era como um iminente fim que acelerava os desejos tensos e quem merecia alvísseras? --eram as amarras de outros cais! . agora o mercúrio foi aceso e toda sangria que ardia num outro prisma que cheirava bosta de vaca com folha de malva. era em comum. o olhar menina da lua pregava peças nos homens de corpanzil sinuoso e desajeitado. num instante a voraz boca de um lodo fedorento rosnou novamente na quilha e todo rimbombar do desgraçado ruído ensurdecedor, feriu o fogão do chinês num movimento para fora e caindo num eco surdo. sumiu. tragado com sua frigideira que era uma batéia com os camundongos ensopados. o prisma morreu num beiço alheio, o negrume era tão abundante que o móbile ficou cego aos olhos mudos e embaciados dos menos atentos. movimentos para dentro e para trás. a pulsação fugia e o monólito avança forte. negro negro. lavado e totalmente calmo; a imagem do outro lado era só o negrume; do outro lado do leito verde--a lua era a mesma com sua imparcialidade a olhar o caldo que entornava na proa, na popa--avante, gritou o uxoricida que numa sequência fabulosa sosobrou-se no impacto da nave com o monólito. toda a textura de minha jugular foi atravessada pela adaga que me aguardava ímpavida; só tive uma fração de segundos para olhar de soslaio as pontas de meus dedos indicador e polegar da mão direita amareladas pelos prismas dos meus sonhos mnemônicos.

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