quinta-feira, 18 de setembro de 2014

jaca podre

I’m fucking special.eu sei sim. e lua lá: impávida feito um olho biônico no meio do tudo.do nada. então? pois bem; ela estava ali, parada com aquela cara de fome.eu? porra, me ofereci Para dar aquela força. depois chegou aquele cara com cara de super-homem e, foi avisando que ali era tudo gente de família. e que nada mudaria isto.eu, ali olhando a poça de merda daquela infeliz. ei cara, ela esta suja de bosta, vai meu pega ela e da um banho. você quer que ela...vai querer o que?porra.eu só quero ajudar caralho. e, a lua lá: inflexível e lustrosa como um facho de fogo dentro de uma caverna. bom, vou avisando(começou o cara com cara de super-homem) que aqui é tudo família e que, ...a garrafa viajou como uma estrela cadente e desabou no meio da fuça do otário. paff! o melado jorrou lindo; enquanto a sangueira e o bate-boca iam escorrendo forte como uma inflamação .a lua lá: mostrando cada pingo de sangue caindo em cima da merda da infeliz, que caída com a cara embaixo do tanque babava e mostrava a grande boceta que parecia uma jaca podre. porra, que merda é esta? Gritaram lá da rua. putaquiupariu!!a policia aparece. dia de acerto xará. bom, mas eu só quero ajudar e, levantei a grande boceta de jaca podre e, me enfiei no banheiro de maderite. ei onde você vai? eu? claro, você xará! vou dar um banho na minha irmã que esta muito bêbada. não vai não. qualé seu policial. tá vendo não a situação da infeliz? toda cagada. quase nua. que isso.. nisso a lua lá: explorando em cada facho de luz a miséria do antro, do muquifo, do lodo podre que é esta espécie de gente que conheço e faço parte deste mundo. ta bom, vai xará. tranquei a porta do banheiro de maderite.  abri o chuveiro, que tinha uma fiação tão gambiarra que parecia a cabeça da medusa. entra aí porra e, joguei a infeliz no facho d’agua. uuhhuu ta fria. fodase. enquanto do outro lado do mundo, o bate-boca corria solto. inflamado. Todo molhado também, tirei minha roupa e...o vão do maderite tinha o padrão de cicatriz de hospital público.um remendo só; tinha arame e era torto.eu tenho uma assim na barriga. ganhei lá Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. feia pra caralho. mas tou vivo. creio que valeu a pena. sei lá. I’m fucking special. gozei na jaca podre. o bate-boca já estava lento. sai do banheiro capengando e me sentindo a própria poça de merda da infeliz. Ei cara, cadê minha mulher? ta no chuveiro. você deu banho nela? claro que não. só sentei ela no vaso e abri o chuveiro, aí me molhei todo porra! entra lá. o cara com cara de super-homem foi pro hospital, ninguém foi pra cadeia, a policia só veio pegar o da semana.. pequei meu beck e sai daquele antro olhando a lua lá: caçando um jeito de sumir dali...assim como eu. Clovis de carvalho


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