Pulo da cama e lavo a minha cara sonolenta e escovo meus dentes
dentro do tanque que tem seu fundo rachado e, a baba branca escorre pelo
ralinho enferrujado. minha mãe vai na frente com sacolas em punho cheias de
mato; ervas, casca-de-pau, ungüentos e pimentas. ônibus lotado pra cacete, um
safado encosta na minha mãe, ela olha pro cara com cara de morte e o puto sai
fora.ah..filhodaputa uma hora dessas...uma hora e vinte até o mercadão do Parque
D.Pedro II. Aí mais mato, mais casca-de-pau, mais pimenta... outro ônibus e, agora
pro Brooklin; feira de bacana com gringos desfilando com suas sacolas com
tapeçaria Marajoara. Minha mãe num improviso ajeita uma banca com caixotes e
monta sua quitanda com aromas e remédios de mato; eu fico ali por perto olhando
ela numa agilidade de serelepe atendendo gringos e gringas com uma fala
estranha e uma cara branca igual neve. já vi neve num desenho do pica-pau. Muitas
das minhas madrugadas e manhãs foram dentro de ônibus lotado a caminho do
Parque D.PedroII; minha mãe sempre procurando me ajeitar num lugar menos ruim, menos
lotado; as sacolas com mato e tudo mais iam embaixo do banco de passageiros e, seguíamos
pra feiras-livres lá na casa do cacete e; sentido o olhar de gente tão pobre
quanto nós nos olhando com aquele desdém de estorvos, ciganos. os ônibus sempre
lotados, olhares de insatisfação pra mãe e filho com umas cinco sacolas de coisas
e mato. Na feira: chuva, sol, vento e frio, mas a D.Cida estava lá: olha o cheiro-verde,
olha o coentro, olha ... e, eu porali sentado comendo um pão e olhando a raça
dominante num desfile de roupas e estampas finas; mulheres com seus filhos
branquinhos e tão limpos que pareciam pequenos manequins de vitrines.. .Paravam
na frente da banca de minha mãe e ficavam numa algaravia dos infernos e tiravam
ate fotografia daquela mataiada e, falavam com minha mãe que iriam mandar
aquelas fotos pro país deles e, saiam com vários embrulhos de jornal cheios de
alecrim, hortelã, guiné, guaco e a porra toda .Todas estas gringas e outras não
gringas destas feiras de bacanas não carregavam sacolas, nem tão pouco seus
filhos branquinhos e limpinhos, quem fazia este serviço pesado e explorador
eram moleques tão pequenos quanto eu, alguns tão esfarrapados e com cara de
fome que ate eu ficava chateado olhando pra eles. Numa destas feiras lá pro
lados do Morumbi, conheci um neguinho chamado Luizinho, a mãe dele vendia
cebolas e alhos e limões e, ficava ao lado da banca de minha mãe e, uma sempre
estava dando uma força pra outra e todo mundo chamava ela de Baiana. O Luzinho
neguinho magrinho da minha idade carregava sacolas; um dia ele olhou pra mim e disse;
porque não faz carregadô? Tou ajudando minha mãe. Ta nada, você só fica sentado
aí do lado dela vendo estes jornais que as madames traz pra tua mãe. eram jornais
da Espanha, da Alemanha, dos Estados Unidos.. as freguesas de minha mãe traziam
estas sobras e davam pra ela embrulhar suas vendas. Eu ficava ali vendo aquelas
fotos, aquelas letras e me perdia em divagações.. Pedi pra minha mãe deixar eu
carregar sacolas, depois de relutar e pensar um Século, pra minha alegria e do
Luizinho ela deixou. Saímos pra feira; o Luizinho na frente me mostrando como
era a abordagem das madames, assim ô: carregadô Senhora? É só isto? Só. aí
carrego ate a casa ou ate o carro. Aaí elas te pagam o que foi combinado antes.
fica olhando como faço: se aproximou de uma branquela que comprava tomate; Bom
Dia Senhora. carrega-Dô? A branquela olhou pra ele e viu seu sorriso e
entregou-lhe as sacolas e começaram a combinar a merreca. ele olhou pra mim e
de canto de olho me indicou uma loira na banca do lado; lição apreendida lá fui
eu: Bom Dia Senhora, Carregado? ela olhou bem pra mim e disse: não obrigado. fiquei
furioso, com certeza, achou que eu não iria suportar o peso de suas sacolas. e
continuei ate que na quinta tentativa peguei três sacolas de uma mulher que
falava pelo nariz. Meu Deus! Banca de laranja, banca de legumes, banca de
batatas.. as sacolas eram pro Atlas carregar e não eu. e vai pra lá e vai pra
cá e o peso aumentado, quando passei na frente da banca de minha mãe; senti que
ela olhava o Cristo indo pro Calvário, carreguei estas sacolas até um prédio
quatro esquinas acima da rua da feira.na portaria, o porteiro ,ficou olhando
pra mim com aquele olhar de vai ficando aí seu ladrãozinho de merda; a mulher
enfiou a mão na carteira e me deu dois cruzeiros. meus braços pareciam que
tinham sido esticados nos brinquedinhos do Doi-Codi, mas eu tinha ganho dois cruzeiros
pra dar pra minha mãe. foi assim meu batizado de carregado; eu era um moleque
de doze anos, que saia da feira pra escola e a noite tomava um banho de bacião
de zinco pra dormir e começar tudo de novo na próxima madrugada. quando dei os
dois cruzeiros pra minha mãe nunca esqueço o brilho nos olhos da D.Cida. aí fui
liberado pra ser explorado pela Burguesia. Quase no fim da feira encontrei o
Luizinho, aí Alemão, foi assim que me chamou desde o dia que nos conhecemos. Vi
você fazendo vários carregado Alemão deu sorte hein? fiquei olhando na cara
dele e sorri peguei no braço dele e disse: vamos ali tomar um barato? entrei no
boteco do Portugûes e pedi: ô Seu Joaquim, o cara do tomate ta pedindo um pinga
e um guaraná. paguei peguei o copo de pinga e o guaraná e saímos para trás de
uma banca que estava sendo desmontada, rapidamente despejei o guaraná dentro do
copo americano com três dedos de cachaça e dei logo uma beiçada, o Luizinho
ficou olhando pra minha cara e disse: você bebe pinga, Alemão? Eu bebo não quer
não? tomou o copo da minha mão e largou metade do copo goela abaixo. Nossa
irmandade começou neste dia atrás daquela banca. Quatro da manhã. estou lavando
a mesma cara sonolenta e escovando os dentes no mesmo tanque e, vejo minha mãe
despejando meia garrafa de pinga com carqueja que ela encontrou no meio da
minhas coisas muquiadas no guarda-roupas meu e de meu irmão. Enquanto a pinga
verdinha misturada com minha baba branca escorria pelo mesmo ralo enferrujado
uma náusea enchia meus olhos de lágrimas. minha mãe furiosa me dava uns
cascudos e falava que onde já se viu uma coisa destas; um moleque que não saiu
nem dos cueiros já ta bebendo pinga. Meu Deus! Era o inferno que se anunciava. Ônibus
lotado, saco-las cheias de mato, gente pobre como eu olhando feio pra mim e pra
minha mãe, marreteiros, estorvos, eu as encarava como um cachorro encara o
outro quando quer tomar seu osso ,aí elas abaixavam o olhar e foi assim durante
um bom tempo. Um dia nesta mesma feira abordei uma senhora alta, loira, e bem
arrumada, é lógico. Carregado, Senhora. ela olhou nos meus olhos e passou a mão
no meu rosto com uma leveza até então pra mim desconhecida e, sem falar nada
passou suas sacolas pra minha mão: vi seus olhos brilharem com uma expressão
tão triste e depois ouvi sua voz calma e quase inteligível para meus tímpanos
.come sichaama? Clóvis. que bôonitun. Caminhamos pela feira e quando as sacolas
começaram a pesar pra caralho, ela mesma carregou as mais pesadas; entrou
comigo no prédio e o porteiro ficou mudo. No apartamento dela, depois de
ajeitar as sacolas num canto disse; esperre um porrquinhô. e sumiu pelo
corredor do ap. voltou com camisetas e mais um monte de roupa e alguns livros; colocou
tudo numa sacola e enfiou na minha mão cinco cruzeiros. passou outra vez a mão
no meu rosto com a mesma suavidade e disse que na próxima semana ela estaria na
feira na mesma hora. sai voando do ap. dela e, na portaria dei um ate logo pro
porteiro que ficou olhando a sacola na minha mão. N a ponta da feira dei de
cara com o Luizinho; já fui falando; olha só Luizinho, o que aquela mulher me
deu. Caramba Meu quanta coisa. tem ate livros? mostrei tudo pra minha mãe. e
começamos a olhar o que era tudo aquilo: calças cumpridas, camisas, roupas de
meninas pequenas; eu disse pra ela que tinha duas irmãs pequenas. os livros
eram de língua francesa com muitas figuras. Carreguei sacolas pra esta senhora
que sempre que eu ia ate seu apartamento eu voltava com mais roupas e livros. Ela
comprava coisas com minha mãe e sempre falava com minha mãe. tudo que soube
dela: era que nunca teve um filho. depois; eu e o Luizinho fomos pra outra
feira.na rua Santo Antônio no Bexiga. Claro, depois de convencer minha mãe que
não teria problema nenhum e, que eu estaria mais perto do Parque D.Pedro II ;o
que facilitaria minha volta mais rápida pra não perder nenhuma aula; tudo
armação minha e do Luizinho pra ficar solto e longe da proteção de nossas mães.
Então começávamos a semana na terça no Bixiga o resto da semana acompanhavámos
nossas mães nas outras feiras. Sabíamos que a grana era bem menor no Bexiga, mas
o que valia era estarmos longe do olhar protetor de nossas mães que faziam
marcação de zagueiros em final de campeonato em cima da gente. Estávamos
fazendo esta feira mais de um mês e ali era escravidão infantil; ladeiras pra
caralho e, muita gente unha de fome querendo Arrancar a pele dos pivetes que
carregavam sacolas. Mas, era a liberdade de não ter ninguém te vigiando que
valia. Eu tinha várias freguesas nesta feira e, ficava na boca da feira só
esperando os meus algozes com suas sacolas de naylon e lona. Bom Dia, e já ia
segurando as sacolas. Uma terças desta estou no meio da feira andando
descontraído procurando carga; ouço aquela gritaria do Caramba: pega ladrão! pega
ladrão! Parei e fiquei de longe ali só olhando o mo-vimento. passou o fuá
continuo andando na feira e, e me oferecendo pra fazer o Serviço sujo, pesado e
barato. Carregado? não obrigado. Por vezes, era um não obrigado com tanta
indiferença que eu tinha vontade de latir, grasnar e morder aquela gente. não
obrigado. Não tinha feito nenhum carregado ainda; quando chego perto da banca
de bolacha vejo o cara da banca olhando pra mim e falando com dois gambés. Porra,
não deu outra: para aí! parei e gelei e, os gambés já foram pegando meu braço
com aquela delicadeza peculiar dos ho-mens da lei; cadê seu amiguinho? Cadê??
que amiguinho respondi com o braço sendo torcido pelo animal fardado, aquele
ladrãozinho de merda que sumiu porali ,e me mostrou uma rua transversal e, foi
me arrastando pra rádio patrulha o único fusquinha feio do mundo. Entra aí, e a
sapaiada olhando como se eu fosse o mais terrível dos facínoras. Eu já chorava
de medo e, ficava pensando o que poderiam fazer comigo; eu vi várias vezes como
os homens da Lei agem com os mais fracos na minha quebrada. Senta aí. Sentei no
banco de trás e tentei dizer que era só carregadô que não era ladrão, que tinha
pai e mãe... Cala a boca pivete, ordenou o filhodaputa de farda. Calei. Então;
o outro gambé Foi buscar a mulher que havia tomado um bote e ficou sem a
carteira; um dos moleques que me conhecia e era da minha vila; aproximou-se da
rádio patrulha E disse pro gambé: Seu guarda, eu conheço este moleque aí e,
apontava pra mim. E daí? Ele mora na minha vila e não é ladrão e trabalhamos
nesta feira faz um tempão. Espera aí, disse o gambé pro pivete meu chapa. mexeu
no rádio da rádio patrulha rss rsrs falou umas coisa que não ouvi direito e
saiu pra fora. Nisto vem o outro filhodaputa fardado com a mulher que vacilou e
levaram a grana dela; era uma senhora gorda e estava furiosa, olhou bem pra
minha cara pelo vidro da rádio patrulha, olhou de novo e, fez sinal negativo
com a cabeça pro gambé chefe. não é ele, ouvi ela murmurando entre os dentes. mas
o cara da banca de bolacha disse que já viu os dois na porta do boteco da
esquina tomando cerveja, ouvi o gambé argumentando. Ei Seu guarda. Ei Seu
guarda era o pivete da minha vila. Que por uma sorte muito grande viu uma das
minhas freguesas e, foi ter com ela sobre o que acontecia comigo; minha
freguesa chegou e olhou pra minha cara de medo dentro daquela rádio patrulha e,
E vi sua expressão de indignação. Ela se apresentou aos gambés e foi logo dizendo
que me conhecia, que eu era o garoto que carregava suas sacolas todas as
terças-feiras e, isto já fazia tempo e, disse também que havia mandado eu levar
as sacolas dela pro ap. e nunca sumiu nada e, pra arrematar disse que se eu
fosse pra delegacia ela iria junto. Enquanto tudo isto acontecia do lado da Rádio
Patrulha, eu ali dentro ficava imaginado o que estes dois gambés do caralho
poderiam fazer comigo. Eu não parava de pensar aquele monte de merda, que se
pensa quando se esta numa fria, mesmo sendo inocente, porque eu já sabia que
pra polícia não existe inocente. Ia ficar pensando que o Brasil era tricampeão
do mundo. Que massacre! De repente o gambé chefe mete a cara dentro da Rádio
Patrulha e diz: sai daí pivete! Nunca ouvi frase mais linda na minha vida; Sai
daí pivete! A senhora gorda e lesada saiu fora e o túmulto começou a diminuir.
Sai, e minha freguesa passou a mão na minha cabeça e disse que estava tudo bem.
Os gambés não falaram porra nenhuma Entraram na Rádio Patrulha e foram embora
foi o que me aliviou quando vi o fusquinha descendo a rua que caia na Nove de
Julho. filhosdaputa. falei. Depois da onça morta qualquer vira-latas sobe em
cima. Minha freguesa depois de ouvir minha história foi comigo na banca de
bolacha falar com o cara de safado e alcaguete. Ela era a educação em pessoa; Bom
Dia, como vai? O cara Me olhou e baixou o olhar e mandou: olha senhora, eu
falei pros policias que as vezes vejo ele ,e apontou pra mim, com o outro
moleque que roubou a carteira daquela senhora na porta do bar do Turco tomando
cerveja juntos.. não deixei ninguém falar e fui me explicando: sim, as vezes
estou no bar e ele me oferece um copo de cerveja aí bebo; mas isto não quer
dizer que sou amigo dele. Se São Pedro negou Cristo três vezes ,eu não poderia
negar o Luizinho uma vez e ainda sobrou duas vezes pra negar ele. Minha
freguesa olhou na minha cara e bem incrédula e disse: você já bebe cerveja?
Meio sem graça, respondi que as vezes bebo um copo quando me oferecem, mas isto
é bem de vez em quando.se eles soubessem que tomavámos um café de manhã com
bagaceira eu e o Luizinho? porra.. Mas, olha senhor, ele pode até tomar um copo
de cerveja, mas não é ladrão já mandei ele varias vezes pro meu ap. com as chaves
e depois ele me entrega a chaves no meu trabalho. O cara de safado e alcagüete
me olhou com aquele olhar de depois você vai ver seu ladrãozinho e, se
desculpou pra minha freguesa e pra mim. Foi a glória xará! Enquanto fazíamos a
feira minha freguesa conversou comigo e disse muitas coisas sérias num tão
brando que eu prestei atenção. Minha freguesa morava ao lado da G.V. .Ficou uma
meia hora falando comigo me serviu um sanduba tão gostoso com coisas que eu nem
sabia o que era e uma coca. olhava pra minha cara com tanta ternura que fiquei sem
graça. Depois me deu dois livros :um de história e um de geografia Que eram
ilustrados e tão novinhos que tremi de emoção e, me deu a grana que era sempre
mais.. me beijou a testa e disse: semana que vem me espera na entrada da feira
agradeci tudo que ela fez por mim ,pelos livros, pelo sanduba, pela coca.. seus
olhos brilhavam e os meus também, desci e vi o olhar do porteiro olhando pra
mim indgnado por ter usado o elevador social. o raça do caralho. quando eu
sentia este tipo de olhar sobre mim, minha defesa era coçar o saco com tanta
fúria que o cara pensava que eu iria arrancar meu saco e jogar na cara dele. filhodaputa.
De volta pra feira, na rua Itapeva, estava o Luizinho me esperando, ele sabia
que eu sempre voltava porali depois de sair da casa desta Santa. Porra meu, caralho.
você quer me foder seu neguinho do caralho? Ele riu e, me contou a parada. Aquela
gorda maldita um dia combinou com ele um preço e depois de gastar toda a grana,
disse-lhe que iria paga-lo na próxima feira ,e isto já ia um mês, aí o Luizinho
se juntou com dois ladrãozinhos de merda que tomavam cerveja com a gente e,
roubaram a vaca gorda. Entramos no boteco que fica em frente a Vai-Vai; o moço
o cara da mecânica ta pedindo meio copo de pinga e um guaraná. O cara serviu o Luizinho
pagou saímos e sentamos perto do posto gasolina no meio dos carros estacionados
e rimos rimos e ficamos bêbados. De volta pra feira encontro meus camaradas da
minha vila, ptuz, foi a maior alopração: aí chorão, aí presidiário, aí do
pavilhão nove...descemos todos pro Parque D.Pedro II fazendo uma arruaça do
caramba. O cara da banca de bolachas quando me viu de novo com o Luizinho e
outros pivetes,simplesmente amarelou e vi ele engolindo seco sua ira.O que
agente roubou de bolacha na banca deste filhodaputa..Toda terça- feira voltava
pra casa com bolachas pras minhas irmãs.. Todos olharam meus livros e gostaram.
Eu e meus camaradas íamos pro Itaim Paulista e o Luizinho pra favela da V. Prudente,
então nos despedíamos porali tomando mais uma.. moço o cara Que vende abacaxi
ali quer uma pinga e um guaraná....só eu e o Luzinho que bebia daquele copo.. Do
Parque D.PedroII até O Itaim Paulista era uma viagem de uma hora e meia; com
meus livros e sentado no cantinho no fundo do ônibus e, bem embriagado abri meu
livro de geografia e Acabei dormindo numa ilha do Pacífico. Clóvis de
Carvalho
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
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