ela tinha aquela tortura natural das deusas em enlouquecer aos desavindos de alma perdida.e,tanto desencontro nas retinas que o vazio úmido dos dias tristes era visível.
enamorado de não buscar o que falta abriga afagos de sonhar ao pôr-do-sol que toda málicia
da noite será casta ordinária e maravilhosa.
duma feita o falar das manhãs tornou-se alva e tão diáfna que cegava;e naquele dia o cinza
mórbido espantou-se com minha felicidade e bradrou:alto lá!onde pensa que vai? e como meu
sorriso nesta manhã não era parte das máscaras que uso no meu cotidiano áspero e que corroi
todas as sensações por medo de senti-las.porra.eu estou apaixonado!
sentir que parte por parte racha-se por dentro e tudo é tão novo e delicado que voce sente
que não pode mentir aos desejos que eriçam teu ser num sonho sem fim.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
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