segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Elegância

ela tinha aquela tortura natural das deusas em enlouquecer aos desavindos de alma perdida.e,tanto desencontro nas retinas que o vazio úmido dos dias tristes era visível.

enamorado de não buscar o que falta abriga afagos de sonhar ao pôr-do-sol que toda málicia

da noite será casta ordinária e maravilhosa.

duma feita o falar das manhãs tornou-se alva e tão diáfna que cegava;e naquele dia o cinza

mórbido espantou-se com minha felicidade e bradrou:alto lá!onde pensa que vai? e como meu

sorriso nesta manhã não era parte das máscaras que uso no meu cotidiano áspero e que corroi

todas as sensações por medo de senti-las.porra.eu estou apaixonado!

sentir que parte por parte racha-se por dentro e tudo é tão novo e delicado que voce sente

que não pode mentir aos desejos que eriçam teu ser num sonho sem fim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

MOMENTO NUM CAFÉ. MANUEL BANDEIRA.

Quando o enterro passou Os homens que se achavam no café Tiraram o chapéu maquinalmente Saudavam os mortos distraídos Estavam todos volt...